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Como saber controlar o Diabetes

Você sabe controlar o diabetes tipo 2?

 

Um dos principais vilões da nossa saúde é a alimentação inadequada, que pode levar ao sobrepeso e à obesidade. Estes, por sua vez, são fatores desencadeantes de diversas doenças, entre elas o diabetes tipo 2. Segundo dados do Ministério da Saúde, o diabetes já afeta cerca de 246 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, a ocorrência na população acima de 18 anos é de 5,8%.

No entanto, adotar uma alimentação equilibrada está longe de ser a única maneira de tratar esse tipo de diabetes. O diabetes é a doença onde a dieta tem um papel primordial no tratamento. Nenhum esquema de medicamentos funciona bem sem uma dieta adequada. Muitas vezes, é possível normalizar as taxas do açúcar de pacientes sem uma dieta ideal, mas sempre será às custas de doses muito maiores da medicação.

Além das dúvidas sobre o que o é certo ou errado, é muito difícil abrir mão daqueles alimentos que sabidamente não são saudáveis, mas que são muito saborosos. Pior ainda é conseguir consumir essas delícias em pequena quantidade. Essas situações difíceis se tornam muito mais evidentes em pessoas diabéticas, pois as dúvidas são maiores e as restrições mais complexas.

De acordo com a endocrinologista e nutróloga Ellen Paiva, o diabético não pode consumir mel, açúcar mascavo e caldo de cana, por exemplo, pois todos esses açúcares como qualquer outro, provocam uma demanda muito grande de insulina, elevando a glicemia dos diabéticos. “A regra para eles é a mesma para o açúcar refinado e cristal. Não é proibido, mas deve ser consumido com muita moderação e atenção às glicemias. Hoje, nós temos muito mais chances de oferecer ao diabético uma dieta versátil e flexível. A indústria de alimentos também se modernizou e nos permite maiores opções" - explica a especialista.

            Os alimentos com fibras são grandes aliados dos diabéticos, pois reduzem o esvaziamento gástrico e a absorção da glicose. Ellen conta que sempre que o diabético ingerir alimentos integrais como pães, arroz, feijão, grão-de-bico e lentilha, além das frutas, verduras e legumes, estará aumentando seu consumo de fibras e melhorando a ação da insulina. É importante tomar cuidado no caso dos pães e arroz, já que, em excesso, podem ser prejudiciais ao diabético. Já os alimentos diet, apesar de não terem adição de açúcar, podem estar cheios de carboidratos e gorduras, que também são prejudiciais aos diabéticos. Por isso, é importante também a moderação destes produtos.

            A nutróloga diz ainda que os alimentos fast foods não deveriam ser consumidos por ninguém. Tanto diabéticos como os não diabéticos podem sofrer as conseqüências do consumo exagerado de gorduras saturadas, carboidratos e sal que esses alimentos veiculam. Para os diabéticos, que têm maior risco cardiovascular, esses alimentos são ainda mais nocivos.

            Existem dúvidas sobre a insulina causar dependência ou não. No diabetes tipo 2, usar a insulina não causa dependência. O uso desse hormônio indica apenas que a pessoa depende de sua suplementação – esclarece Ellen.

            A atividade física é outro fator importante aliado ao controle glicêmico. Diabéticos que praticam exercícios físicos conseguem um peso ideal com maior facilidade e necessitam muito menos medicações, incluindo a insulina.

            No caso do diabetes tipo 2, há muito que se fazer para reduzir a necessidade de suplementação com a insulina. A melhor atitude é um estilo de vida saudável. “Quando otimizamos a dieta, evitando excesso de carboidratos e gorduras e garantindo uma ideal ingestão de fibras, a necessidade de insulina se reduz muito”, diz Ellen. Porém, alimentos saudáveis ingeridos em demasia também podem levar ao ganho de peso e isso deve ser evitado a todo custo.

            Já sobre a questão de bebidas alcoólicas, “o paciente com diabetes pode ingerir as mesmas, desde que seja em condições especiais e em quantidades moderadas” – recomenda a nutróloga e endocrinologista Ellen. Os maiores riscos são os quadros de hipoglicemia quando o paciente ingere bebida alcoólica sem se alimentar ou, o outro extremo, a hiperglicemia, que pode ocorrer com o abuso do álcool. A recomendação, portanto, é não abusar da bebida e nunca ingerir álcool de estômago vazio.

            O estresse também pode prejudicar a vida de um diabético. O alto nível de estresse pode ter seus quadros caracterizados pela elevação de hormônios que tem um efeito inverso ao da insulina e causam elevação dos níveis de glicose. Dentre esses hormônios, destacam-se o cortisol e a adrenalina como os principais vilões.

            O tabagismo é outro vilão na vida de uma pessoa que sofre do diabetes. Ele tem risco dobrado nessas pessoas e ainda contribui para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Uma pessoa com diabetes pode ser considerada como uma pessoa com risco cardiovascular de alguém que já tenha sofrido um infarto. E essa pessoa que sofreu um infarto é orientada imediatamente a parar de fumar.

            Para se alcançar e manter uma dieta saudável é preciso entender que uma dieta reflete um estilo de vida. Uma forma de viver bem. Isso, só é possível mediante mudanças comportamentais em vários outros setores além das escolhas alimentares.  

 

 

Diabéticos têm maior risco de desenvolver arritmias cardíacas

 

 

O risco de arritmia cardíaca é 40% maior em diabéticos que estão em tratamento

Pessoas com diabetes têm mais chances de desenvolver arritmia cardíaca (fibrilação atrial), problema no ritmo cardíaco, aumentando os riscos de sofrer um infarto ou derrame, segundo estudo publicado no Journal of General Internal Medicine.

Avaliando dados de 1,4 mil pessoas diagnosticadas com fibrilação atrial e 2,2 mil sem a arritmia cardíaca, os pesquisadores do estudo, feito pelo Instituto de Pesquisas em Saúde, dos EUA, descobriram que 18% daqueles com o problema cardíaco estavam tomando medicamentos para diabetes, contra 14% do grupo que não faziam uso de nenhum remédio.

Assim, as conclusões foram que o risco de arritmia cardíaca aumenta 40% em diabéticos que estão em tratamento. Além disso, foi observado que, quanto mais grave era o diabetes, maior a duração da doença e pior o controle da glicose, maiores seriam as chances dos pacientes terem a alteração dos batimentos.  

            De acordo com os pesquisadores, esse risco é maior para aqueles que tomam, há mais tempo, medicamentos para tratar o diabetes e para aqueles que têm o controle glicêmico, ou seja, a quantidade de açúcar no sangue, ruim.

Uma das pesquisadoras do estudo, Sacha Dublin, afirmou que a obesidade pode ser uma das principais explicações para a relação entre diabetes e a arritmia, visto que o excesso de peso aumenta os riscos de o paciente desenvolver ambas as condições. A cientista destacou, ainda, que os médicos que tratam diabéticos devem estar atentos para o risco da arritmia cardíaca e, se for o caso, administrar tratamentos com drogas para "afinar" o sangue, objetivando reduzir os riscos de derrame.  



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